quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Treinador do Hertha diz que águias são favoritas no grupo


Lucien Favre, treinador do Hertha Berlim, considerou o Benfica como "um dos grandes favoritos" a ultrapassar a actual fase de grupos da Taça UEFA. "O Benfica é uma equipa habituada a actuar na Liga dos Campeões. Numa das recentes participações eliminou o Liverpool, e o facto de ter acabado de eliminar o Nápoles para chegar aqui fala pelo nível da equipa", disse Favre na conferência de imprensa de lançamento do jogo de amanhã entre os dois emblemas. O técnico suíço garantiu, no entanto, que o Hertha "é um conjunto capaz de ganhar ao Benfica em casa , "se jogar o que pode e sabe". Questionado sobre os pontos fracos da turma liderada por Quique Flores, Favre escondeu o jogo, limtando-se a afirmar que "são poucos" e preferindo elogiar o adversário. "É uma equipa com muita substância no eixo central da defesa, classe no meio campo e várias alternativas na frente", abordando os nomes de Cardozo, Suazo, Nuno Gomes, Aimar e Reyes. Confrontado com as dificuldades dos encarnados para eliminar o Penafiel da Taça de Portugal, Favre desvalorizou-as, advertindo que o Benfica só entrou em campo com três titulares.

David Beckham vai reforçar AC Milan


Ser adepto do AC Milan já deve ser algo de verdadeiramente especial. Títulos atrás de títulos no museu, plantéis recheados de vedetas e um equipamento bem giro. Mas hoje os tiffosi rossoneri devem estar loucos. A razão? Um tal de David Beckham…Já não chegava contra nas suas fileiras com Gattuso, Pirlo, Maldini, Kaká, Ronaldinho, Inzaghi, Nesta, Dida, entre outros e eis que a direcção do emblema decidiu tentar garantir o concurso do internacional inglês, que nos últimos dias até tem estado a treinar com a equipa, de modo a manter forma numa fase em que os LA Galaxy estão sem competição nos Estados Unidos. De acordo com a informação avançada na imprensa transalpina, Becks vai representar o AC Milan a partir de Janeiro, ficando no clube até final da temporada por empréstimo dos norte-americanos.“Estamos em conversações com o agente dele e acreditamos que ele ficará alguns meses por empréstimo. A equipa continua intacta e é ultra competitiva, mas Beckham é algo especial e intrigante”, revelou Adriano Galliani, líder do clube de Milão.“Somos dos poucos clubes que funcionam como um todo. As 65 mil pessoas que vão ao estádio vão ver o Milan e não os seus jogadores. Vão ver um produto que lhes agrada. Garanto que o Beckham não trará ao estádio um adepto a mais. Somos um todo”, rematou.Quanto a Carlo Ancelotti, tranquilidade na hora de falar sobre o reforço: “Vai ser um prazer. Beckahm é um atleta sério e um grande profissional. Vai estar disponível durante alguns meses e isso é óptimo para nós. E é óbvio que vai estar connosco em Itália e na Europa.”Recorde-se que Becks e Fabio Capello, seleccionador de Itália, já tinham revelado preocupação pelo atípico calendário da MLS, Liga norte-americana de futebol, uma vez que para estar nos jogos de qualificação de Inglaterra rumo ao Mundial’2010, o médio teria de se preparar sozinho. E Capello não se terá furtado a mexer “cordelinhos” para colocar o seu menino em Itália...

Ronaldo: «Se o City voltar a ligar...»


O brasileiro Ronaldo continua a estudar opções visando o seu regresso à acção. Após recuperar da lesão num joelho e colocar-se em forma com os colegas do Flamengo, o craque canarinho tem sido alvo de muita atenção mediática, com o objectivo de se descobrir onde vai parar em Janeiro. E um dia depois do Siena de Itália abrir os braços para o receber, o “Fenómeno” virou agulhas para Inglaterra, mais precisamente para Manchester, onde há um City que já conta com o amigo Robinho...“Fui contactado por uma série de clubes, mas se o City voltar a falar comigo, vou certamente ter a oferta em grande consideração”, revelou à imprensa britânica, antes de garantir que está a caminho da melhor forma: “Estou muito forte e acho que dentro de um mês, no máximo dois, vou estar no máximo das minhas capacidades.”

Raffael atento aos resultados... do Sporting


É a estrela da equipa do Hertha de Berlim, e é o único jogador que costuma acompanhar o desenrolar do campeonato português. Raffael é irmão do defesa do Sporting, Ronny, e confessa que segue com especial atenção a carreira do conjunto leonino.“Nunca defrontei equipas portuguesas mas sei que o Benfica tem jogadores muito importantes, como o Aimar e o Reyes. Falo com o meu irmão e costumo acompanhar os resultados, especialmente os do Sporting”, assume.Depois de ter experimentado a liga suíça, Raffael conseguiu evoluir e chegou ao campeonato alemão. Para o jogo de amanhã o nordestino confessa-se confiante: “Penso que somos os favoritos, pois estamos a jogar em casa. Pelo que sei, o campeonato alemão é mais competitivo que o português e isso pode dar-nos alguma vantagem”. Luisão, Léo e Sidnei também não são caras totalmente desconhecidas para este sul-americano que, no entanto, lamenta nunca ter defrontado “nenhum” dos compatriotas.

Alemães aos papéis


O muro foi derrubado há quase 20 anos mas, no Hertha, nem todos os alemães parecem possuir o espírito prático e metódico que tornou a RFA do pós-Guerra numa potência industrial e financeira.A pouco mais de 24 horas do desafio, nenhum jogador do Hertha possui o mínimo de informação sobre o Benfica. Alguns limitam-se a indicar os nomes dos internacionais que integram o plantem encarnado, mas ainda desconhecem os fundamentos tácticos da equipa orientada por Quique Flores e não têm a mais pequena ideia das características dos jogadores do conjunto português.O técnico dos germânicos, Lucien Favre, só iniciou a recolha de informação após o jogo de sábado com o Estugarda e, segundo foi possível apurar, só ontem começou a partilhá-la com os seus jogadores. Aliás, no início da semana, em conversa com os repórteres portugueses, confessou desconhecer Di María, que recentemente conquistou a medalha olímpica com a camisola da Argentina. No treino realizado ontem, o técnico suíço mostrou já ter descortinado o sistema táctico encarnado – colocou 10 bonecos no relvado com a mesma disposição que as águias costumam adoptar em campo.À partida, parece complicado compreender o quarto lugar na Bundesliga numa equipa que, em certos aspectos, parece roçar o amadorismo. Segundo Ricardo Costa, esta situação do Hertha “é pontual” e só é explicada pelo calendário acessível nas primeiras jornadas já disputadas. “Na Alemanha poucas equipas atingem o profissionalismo que se regista em Portugal. Só o Bayern de Munique, Werder Bremen, Hamburgo, Estugarda e Wolfsburgo são apoiados por departamentos de futebol altamente profissionais.”

Yebda e os outros


Não é nórdico embora seja alto (1,87), possante (77 kg) e loiro (pintado...) como alguns dos toscos escandinavos (Magnusson ou Manniche) ciclicamente recuperados no baú de memórias; nem é, tão-pouco, hispânico, apesar de ter entrado na Luz numa era em que o castelhano é o fio condutor das contratações (Quique, Suazo, Reyes e Balboa; Carlos Martins jogava em... Espanha). Dá, então, pelo nome de Hassan Yebda, é franco-argelino e contrasta com a geração anterior de magrebinos que estiveram ao serviço do Benfica (Tahar, Hassan ou Hadrioui) por gerar, para já, unanimidade entre crítica, adeptos e equipa técnica: o jogador do mês de Setembro para o Sindicato dos Jogadores é o futebolista com mais minutos de águia ao peito esta época (617) – titular nos desafios disputados até à data, excepção feita ao encontro da Taça (7) – e elemento nuclear do esquema do treinador espanhol. Um arranque surpreendente para quem chegou a custo zero, proveniente do modesto Le Mans (França), e se viu inserido num conjunto com alguns nomes sonantes.Diante do Hertha de Berlim, o camisola 26 regressará ao onze 17 dias depois do empate em Matosinhos. E fa-lo-á na máxima força: descansou frente ao Penafiel e não se desgastou em viagens ao serviço da selecção. Aliás, na equipa provável que subirá ao relvado do Olímpico de Berlim, apenas Jorge Ribeiro se encontra nestas condições. Será, portanto, ele o dínamo do meio-campo, devidamente resguardado pelo cerebral Kostas Katsouranis: o franco-argelino, neste momento, é o melhor intérprete da cartilha de Quique. Se o espanhol pede intensidade, Yebda responde: “Corro muito! Tenho um grande pulmão”, disse em entrevista a Record a 13 de Outubro

O elogio ao carrasco


Quim volta a recuperar a titularidade amanhã, frente ao Hertha. O guardião, que recentemente conquistou a confiança do seleccionador nacional, também é elogiado pelo seu antigo colega Butt que voltou à Alemanha depois de ter passado uma temporada no banco de suplentes.“Para mim não é muito fácil falar do Quim pois é por causa dele que só fiquei uma época no Benfica. Não podia voltar a jogar só na Taça de Portugal, mas também percebo a decisão dos treinadores. Ele sempre trabalhou bem e nunca comprometeu a equipa”, argumenta o germânico ressalvando que as qualidades “técnicas e humanas” de Quim estão “à vista de todos”.Assumindo que assinou pelos encarnados com o objectivo de ser titular, Butt lembra que não é fácil a um estrangeiro chegar e conseguir alcançar um lugar no onze. “Paguei o preço pelo período de adaptação pois penso que nunca tive a hipótese de mostrar toda a minha qualidade. Sempre soube que não ia ser fácil tomar o lugar que um guarda-redes que era assiduamente chamado à Selecção mas tive a oportunidade de relançar internacionalmente a minha carreira e não quis perder essa chance”, acrescenta.Sem espaço no plantel encarnado, Butt confessa que pediu para sair: “Era uma situação insustentável para mim e, de repente, surgiu o convite do Bayern Munique que é um dos clubes mais importantes do Mundo. Não podia recusar, até por motivos familiares, e acabei por conseguir a desvinculação com o Benfica. Tinha mais dois de contrato e não queria ficar sem jogar.”A nova etapa na Bundesliga não está a correr muito bem pois Butt também não tem sido o escolhido para defender as redes do colosso bávaro. Desdramatizando a situação, o guardião lembra: “Estou a passar uma situação diferente pois sempre gostei do campeonato alemão e estou perto da minha família. O técnico decidiu apostar num jovem e só me cabe esperar por uma oportunidade. Não me arrependo da opção que fiz.”